Gerenciar turmas do ensino fundamental pode ser um desafio para as escolas, professores e coordenadores pedagógicos, já que, nesta fase, os alunos costumam ser mais inquietos, espontâneos e cheios de energia.
Muitas vezes, lidar com toda a espontaneidade das crianças durante as aulas pode ser estressante, mas existem metodologias e atitudes que ajudam a lidar com esse desafio. Confira algumas dicas para gerenciar turmas do ensino fundamental:

1. Incentive o bom comportamento por meio de regras

A indisciplina infantil é um dos principais desafios que precisam ser superados para cumprir os objetivos do planejamento pedagógico. Geralmente, existem alguns alunos que contribuem para que a indisciplina seja compartilhada, e é bastante comum que estas crianças tenham problemas com a falta da implementação de regras.
Por isso, é preciso definir previamente os limites durante as aulas e atividades propostas. Uma dica é criar um documento com regras que seja apresentado no início do ano letivo e fique visível dentro da sala de aula, contendo bonificações para os alunos e consequências em casos de descumprimentos.

Veja alguns exemplos de regras que podem constar no acordo:

  • Respeitar colegas, professores e demais funcionários da escola;
  • Não colocar apelidos pejorativos nos colegas e outras práticas que caracterizem bullying;
  • Zelar pelo mobiliário e demais materiais escolares;
  • Ouvir e ficar em silêncio enquanto outra pessoa fala.

2. Utilize a metodologia da comunicação não violenta

Pode parecer difícil manter a calma quando os alunos começam a se dispersar e a sala se torna caótica, mas a comunicação não violenta é um método que pode fazer muita diferença em como os alunos enxergam a situação e o professor.
A metodologia, trazida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, afirma que “toda violência é a manifestação trágica de uma necessidade não atendida” e ensina como devemos falar, ouvir e dialogar de forma empática com o próximo, sem levantar a voz ou utilizar tons negativos. O método é baseado em quatro vertentes, que são:

  • Como se expressar com honestidade;
  • Como ajudar os outros e ouvir com verdadeira empatia;
  • Compaixão consigo mesmo;
  • Lidando com pessoas raivosas.

Adotar essa metodologia nas relações pode ser muito benéfico, não apenas no tratamento dos alunos de ensino fundamental, como nas conexões do dia a dia. Ouvindo e entendendo melhor as pessoas, é possível tomar decisões assertivas com calma e evitar desgastes emocionais dos dois lados.

Saiba mais sobre a metodologia CNV – Comunicação não violenta, lendo o livro completo.

3. Abuse da criatividade para entretê-los

Constantemente, crianças se sentem entediadas quando não gastam suas energias físicas e mentais. Por isso, as aulas muito teóricas não são atrativas e os alunos se dispersam com frequência.
A criatividade deve ser usada para tornar as aulas mais práticas e interativas, utilizando recursos visuais, sonoros e táteis. Podem ser trabalhados aspectos como cores, sons, formatos, texturas, dinâmicas, entre outros. Veja algumas atividades que tornam as aulas mais interativas:

Método sala de aula invertida

Consiste em convidar alunos a darem pequenas aulas, compartilhando seus conhecimentos sobre algum assunto específico. A metodologia é eficaz porque os alunos são incentivados a aprenderem mais antes de dar sua aula, e a turma se sente instigada a ouvir o que os colegas têm a compartilhar.

Júri simulado

Nesta atividade, o professor expõe um problema ou desafio para a classe, eles devem se dividir em grupos e desenvolver argumentos para a resolução eficiente desse problema. O nível de complexidade do desafio deve variar de acordo com a faixa etária dos estudantes.

Paródias para fixar o conteúdo

Elas podem funcionar de duas formas: o professor desenvolve uma paródia sobre o conteúdo, com alguma música conhecida pelos alunos e compartilha dentro da sala de aula para que todos cantem juntos.
A segunda forma é dividir os alunos em grupos e eles mesmos criarem a paródia sobre o conteúdo, escolhendo a música que mais acharem adequada, no caso de alunos com idades superiores a 12 anos.

4. Explore o uso de tecnologias

Hoje em dia, o uso das tecnologias é inevitável. As crianças já sabem manusear tablets e celulares aos 3 anos de idade. Então, por que não levar essas tecnologias para auxiliar no aprendizado em sala de aula?
Existem diversos jogos educativos online, segmentados por faixas etárias, que podem agregar no ensino fundamental, envolvendo números, letras, arte e raciocínio lógico. Além disso, outras atividades podem ser desenvolvidas usando tecnologia, como:

  • Concurso de fotos educacionais – em que os alunos precisam tirar as próprias fotos com um objetivo, como fotos da fauna e flora, por exemplo;
  • Leituras online, com foco em recursos visuais, como gibis;
  • Uso de realidade virtual no aprendizado, para ampliar a experiência dos alunos.

Utilizar a tecnologia como aliada na educação é importante e eficaz, e pode servir também como um diferencial competitivo para as escolas, mostrando uma gestão inovadora, preocupada com o ensino regular e aprendizado tecnológico dos alunos.

São muitos os desafios para gerenciar turmas do ensino fundamental, mas também existem diversos métodos que reduzem a indisciplina dos alunos, incentivam a concentração e os mantém empenhados durante o aprendizado. Para isso, estude e entenda como sua turma responde à cada um dos meios utilizados e descubra quais funcionam com mais efetividade.

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