Caderno, lápis, giz e quadro negro. Quando se fala em sala de aula, essas são algumas imagens que vem em mente.  Mas essas referências têm ficado cada vez mais distantes, em especial para as novas gerações, que já nasceram conectadas com o mundo virtual.

O velho paradigma, com aulas tradicionais e expositivas, na qual o professor era o detentor do conhecimento já não cabe mais em um mundo de fácil acesso a informação e exige deste professor práticas pedagógicas que o tornem mediador do conhecimento.

Em outras palavras, a educação enfrenta o desafio de desenvolver uma prática pedagógica que ultrapasse um contexto histórico obsoleto de fragmentação do conhecimento dentro de um pensamento cartesiano, o qual deverá ser substituído pelos princípios da complexidade, da interconexão e interdependência.  O professor perde o seu papel autoritário e dono da verdade e passa a ser um mediador, crítico e articulador do conhecimento.

Com esse novo cenário, a internet se torna o principal protagonista. O acesso ao conhecimento exige dos educadores novas propostas metodológicas que possam atender ao conceito do paradigma da complexidade cujos pilares são a inovação, a interdependência e interconexão.

Propõe uma visão crítica, reflexiva e transformadora da educação de forma a superar a lógica linear e conservadora. Hoje, o que vemos no ensino é o aprendizado pelo conhecimento, ou seja, focado nos processos cognitivos e que valorizam sobretudo o raciocínio lógico, dedução, compreensão e memória, mas não abrange o desenvolvimento do indivíduo, a convivência social e o aprendizado prático.

Instituições internacionais, como a Unesco propõe que a educação para o século XXI deve estar amparada por quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a pensar, aprender a conviver juntos e aprender a ser.

Dessa forma, a formação dos professores deve ser contínua e transformadora, reunir teoria e prática. Os docentes devem contemplar aprendizado não apenas para ser repassado aos alunos, mas para a vida: conhecer, fazer, conviver e ser.

Enfim, educaremos para o futuro, mas não para um futuro com tempo determinado. Nosso ponto de partida deve ser o presente, com ações inovadoras que possam lá na frente serem consideradas um legado para a educação.