É cada vez mais notável o quanto as pessoas estão mais participativas nos processos e decisões que, de alguma maneira, afetam seus interesses e necessidades. Trazendo essa realidade para o cenário da educação, temos o conceito de gestão escolar participativa, que nada mais é do que uma parceria entre gestores e a comunidade escolar, que, unidos, se mobilizam e participam das tomadas de decisão da escola.

Estamos falando de um processo onde todos têm voz e buscam realizar o mesmo objetivo: contribuir com a formação cidadã dos alunos. Contudo, alcançar isso não é uma tarefa fácil e muito menos pode ser feita do dia para a noite, pois existe a necessidade de que todos se envolvam, especialmente a direção da escola, para que os processos que compõem esse modelo de gestão sejam realmente eficazes e alcancem os objetivos esperados.

Se você quer entender mais a fundo como a gestão escolar participativa funciona na prática, continue lendo!

Qual a importância da gestão escolar participativa?

Assim como já mencionamos, a gestão escolar participativa é definida como a parceria entre aqueles que gerem a instituição de ensino e a comunidade escolar, que é composta pelos alunos, professores, pais e funcionários. Trata-se de um modelo de gestão no qual todas essas partes atuam na tomada de decisões e possuem um espaço para opinar e sugerir soluções para questões que surgem durante o processo educativo.

Para os alunos, a gestão escolar participativa é importante, pois auxilia no processo de cobrança de profissionalismo por parte dos gestores e professores. Além disso, ela possibilita que a grade curricular esteja sempre atualizada e seguindo o modelo socioeconômico da comunidade, sem deixar de lado o incentivo ao aluno para que ele esteja mais engajado e tenha um desempenho escolar ainda melhor.

Para os gestores, esse modelo de gestão contribui com a tomada de decisões, pois ajuda a compartilhar responsabilidades, evita que as tarefas fiquem centralizadas e diminui o isolamento administrativo do gestor. Este, por sua vez, acaba melhorando suas atividades junto à equipe.

E a importância da gestão escolar participativa não para por aí. O modelo ainda contribui com a sociedade, pois, devido a sua estrutura democrática, auxilia a convergir objetivos comuns à comunidade e à escola. Além disso, ajuda a dar voz às pessoas que anteriormente não eram ouvidas, como os funcionários, por exemplo. Tudo isso acaba impulsionando ainda mais a cidadania.

Principais desafios da gestão escolar participativa

Talvez você esteja se perguntando se o modelo de gestão escolar participativa está um pouco distante da realidade da maioria das escolas brasileiras, e podemos dizer que sim. Infelizmente, vivemos em um cenário onde os jovens adultos foram alfabetizados em instituições onde o poder se concentrava no diretor e coordenadores. Os outros funcionários da instituição e a comunidade raramente participavam de alguma decisão.

Por esse motivo e também por se tratar de um modelo bem recente, os desafios a serem enfrentados são muitos, além de existirem diferentes barreiras que ainda precisam ser derrubadas. Para que você tenha uma visão mais ampla sobre o assunto, separamos quais são eles:

Visão errada sobre o papel da escola

Muitos alunos consideram a escola como um lugar para aprender algumas matérias, fazer provas e passar de ano, para, no fim de tudo, prestar vestibular. A grande maioria dos estudantes ainda não entende que a escola pode ser um local de aprendizado, que estimula a liberdade e fomenta a democracia.

Gestão é feita seguindo um modelo centralizado

A direção da instituição de ensino pode ser considerada como o maior desafio para a implantação da gestão escolar participativa. A realidade é que as tarefas muito centralizadas nas mãos dos gestores da escola acabam sustentando uma imagem autoritária. Querendo ou não, isso dificulta a iniciativa democrática.

Pais não participam muito da vida escolar do aluno

A falta de presença dos pais nas reuniões escolares e a falta de incentivo para que o aluno se dedique aos estudos são alguns dos sinais que comprovam a baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos. Isso faz com que seja muito mais difícil adotar uma gestão escolar participativa.

Modelo de ensino é arcaico e autoritário

O modelo atual da grande maioria das escolas é aquele que preza pela passividade do aluno, onde o professor é o detentor do conhecimento e o aluno apenas o ouve para aprender. A gestão escolar participativa encara isso como um problema, pois, dessa forma, não há espaço para que o aluno participe e tenha voz.

Como implementar a gestão escolar participativa na sua instituição de ensino

Se você se identificou com o modelo de gestão democrática aqui exposto e quer implementá-lo em sua instituição de ensino, saiba que o primeiro passo é deixar de lado a postura de “chefe”. A administração que é pautada na democracia baseia-se, principalmente, na capacidade de ouvir os outros e aceitar sugestões e críticas, rebatendo-as quando houver necessidade.

Agir dessa maneira faz com que sua escola tenha um clima receptivo e amistoso, dando espaço para que a comunidade se sinta à vontade para sentar à mesa com a direção e a coordenação para expor ideias e trocar opiniões. Por isso, cabe a você ressaltar os benefícios que existem por trás dessa participação, valorizando a capacidade que os envolvidos têm de contribuir com melhorias e desenvolver a prática de assumir responsabilidades em conjunto.

Por fim, nossa dica é: tenha a mente aberta e disposição em mudar!

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Até a próxima!